domingo, 8 de novembro de 2009
Esse tal de rock n' roll
Esse tal de rock n' roll me pegou quando eu ainda era bem nova. Meu pai ouvia Pink Floyd e Raul Seixas, explicava o que significava Secos & Molhados e minha mãe tocava violão. Um dia, eu descobri Legião Urbana. Depois, fiquei apaixonada pelo Axl Rose. Smashing Pumpkins, Nirvana e Radiohead. Tudo isso enquanto fervia nas noites de Manaus, ouvindo bandas que acalentavam nossos corações indies com versões de Strokes e Franz. Ou quando Sodabilly tocava I can get no (satisfaction) e eu pintava minhas unhas de preto, os olhos de preto, os vestidos pretos, tudo preto, dark e espesso. Eu achava que o rock tinha de ser feito assim, com olhos pesados de rímel e all star. Aí a gente (semi) cresce e começa a aposentar as camisetas de banda, usa menos lápis preto e acha normal usar outras cores. Até que você pisa num lamaçal numa noite de domingo e pára pra ouvir uma banda obscura no palco secundário. Pronto. A guitarra te toma e você volta a ter 14 anos, as pernas ficam bambas, você grita. Grita. Grita até ficar rouca, sobe na grande, pula com estranhos e ri. Uhul, rock n' roll!
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